Estes últimos dez dias, de 5 a 14 de outubro, foram mais que especiais no Refúgio Paradiso.

Recebemos a preciosa presença do amigo em Dharma e grande professor Tarchin Hearn que, vindo diretamente da Nova Zelândia (acompanhado pela amorosa presença da companheira Mary Jenkins e do amigo e instrutor de Feldenkreis Andy McIntosh) nos agraciou com um retiro-refúgio ampliador de visões, e muito, muito mais.

“Em benefício de todos os seres, Sabedoria, Compaixão e Consciência livre de apegos.” Assim iniciávamos todas as sessões.

A jornada foi intensa, nos engajando em uma dança de experiências e explorações a partir de sua visão do Dharma, tanto tremenda na sua vibrante verdade atual, quanto absolutamente simples e natural. Viajávamos do transcendente e imensurável ao mais óbvio e ‘pé no chão’ da experiência da vida e do viver.

Um budismo sem ‘budismos’, um Dharma natural e universal, biológico, poético, profundamente ecológico, mágico e ao mesmo tempo tão imensamente aqui, na ‘iminência do agora, em movimento.’ E ele nos recitava: “Somos animados, somos animais. Toda nossa experiência reverbera com estas verdades.”

A profundeza surgia justamente do muito presente, real e atual de tudo o que ele ali nos ofertava.

E que forma de ofertar! O víamos e sentíamos em toda doação de conhecimentos, energia, e disponibilidade generosa de fazer-nos experienciar, tanto quanto possível, o que obviamente o encanta e traz significado na vida para ele, engajando o corpo, a voz, a intensa presença, por vezes cheia de alegria e humor, uma generosidade viva, em ação.

Após uma das várias aulas/vivências, o coração crescia e parecia não caber em si, uma frutificação do amor gerado por tantas experiências de interesse corajoso, exploração profunda e engajamento com a verdade que esse professor parece trazer como bagagem de vida e que transmitia, a tudo e a todos ali presentes, Preciosidades em cada frase, o espontâneo entremeado de poemas de sua autoria, profundamente reveladores.

Parte desses ensinamentos foram de ordem bem prática, buscando trazer uma visão mais clara e mais ampla sobre como podemos trabalhar em projetos em grupo, como uma ‘Comunidade de Amigos em Dharma’, conforme ele um dia expressou. Esses nós colhemos com todo carinho como orientações proveitosas para o caminhar em grupo do nosso espaço aqui, buscando o amor e a clara visão a cada passo,  em benefício de todos os seres.

O resto, na verdade, como todo bom retiro, é impossível de ser colocado em palavras.

Os frutos permanecem, e suas sementes vão sendo plantadas.

E o professor concluía:

“Que nossas vidas possam ser ricas com o Despertar. A partir destas atividades íntegras e saudáveis, que possamos ajudar todos os seres a realizarem sua verdadeira natureza de Interser.”

Sarva Mangalam! (Tudo é Benção!)